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O Desafio de uma Viagem por Mellina Hernandes

Escrito em 23 Janeiro 2019.


Mellina, paulistana, turismóloga, deficiente visual e apaixonada por viajar! Com a Hilary, sua cadela-guia, a acompanha nas andanças por esse mundão.




Toda viagem é sempre única e desafiadora. Quando vou para um novo destino fico com aquele medo pensando se dará tudo certo, se conseguirei pessoas para me ajudar, se conseguirei conhecer todos os pontos turísticos, se terei algum problema no hotel por causa da Hilary, meu cão-guia... Mas e quando a viagem é para outro país? O medo é maior ainda! Além de todas essas preocupações, tem a preocupação com o idioma, mas, apesar de tudo isso, não deixo de conhecer outros países, sempre damos um jeito! O importante é viajar e se divertir!


Tenho experiências fora do país sem e com cão-guia. Antes de pegar a Hilary já fui para Europa e Estados Unidos, inclusive já morei em Orlando.

Na Europa visitei Paris, Madrid, Grécia (Atenas e Creta) e Londres. Apesar de não dominar bem o inglês na época, muito menos francês e grego, me virei até que bem! Aprendi o básico nesses idiomas, pelo menos para se iniciar uma conversa e depois tentava finalizar no inglês.


Sempre me recordo de 2 ocasiões em Paris. Uma foi quando pedi ajuda para uma senhora, ela não falava inglês, nos comunicamos por gestos, até hoje não sei como consegui entender o que ela quis dizer, já que não enxergava direito os gestos e não entendia direito o francês!rs. Uma outra foi quando sai de madrugada para pegar fretado até o aeroporto, ia para Madrid, rua deserta, garoando, me perdi, no desespero fui atravessar a rua e um carro estava passando, tentei pedir ajuda, mas o mesmo se repetiu, ele não falava inglês, me ofereceu carona, acabei aceitando, ele me deixou onde eu queria, mas sempre naquela comunicação gestual e em francês. Foi a minha primeira viagem internacional sozinha, tiveram vários perrengues, mas voltei com muita história para contar!


Ainda não fiz uma viagem internacional sozinha com a Hilary, principalmente porque dependendo do país tenho alguns problemas, e estando sozinha acaba sendo um pouco mais complicado, mas ainda quero fazer esse tipo de viagem sozinha com ela!


Quando fomos para Argentina, tivemos muita recusa dos estabelecimentos em aceitar nossa entrada, mesmo falando que era lei, não permitiam a nossa entrada e acabava indo embora, já que em outro país não sabemos direito como são as coisas, além de não dominar o idioma.


Fui com a Hilary para Argentina, Chile, Estados Unidos e Uruguai. O lugar mais tranquilo foi Estados Unidos, não tivemos problemas em nenhum passeio que fizemos.

Uma diferença grande do Brasil com os outros países é o nosso “calor humano”, aqui estou acostumada com as pessoas sempre oferecendo ajuda e “nos tocando”, lá fora, normalmente eles pedem autorização para segurar em você, ou nem isso, somente ficam olhando.


Em Paris levei um mega tombo próximo ao Museu do Louvre, tinha um rapaz ao telefone, em momento algum ele me ofereceu ajuda para levantar, somente ficou me olhando para ver se eu estava bem, confesso que achei isso bem estranho, mas são os costumes deles. Em Orlando, quando um funcionário foi me ajudar a ir até a montanha-russa, ele me pediu licença para segurar em mim, em várias ocasiões me avisavam o que iriam fazer comigo.


O medo aparece, os perrengues acontecem, mas não podemos deixar de fazer as coisas por causa disso! Sempre tiro coisas boas de tudo, um novo aprendizado, e principalmente, história para contar!


Vamos embarcar comigo nas aventuras da vida?


Todas as histórias contadas acima estão em nosso Blog, acesse 4 patas pelo mundo e acompanhem nossas andanças por esse mundão!

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